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OUT
10
10 OUT 2017
ADMINISTRAÇÃO
Audiência Pública discute tratamento de esgoto realizado pela COPASA
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A Audiência Pública realizada nesta segunda-feira, 9,  na Câmara de Vereadores, questionou a cobrança de taxas e serviços realizados pela Copasa. O principal problema apontado foi com o esgotamento sanitário, serviço que não estaria sendo prestado pela empresa, apesar de estar sendo cobrado na conta de água. Estiveram presentes os deputados estaduais João Vítor Xavier (PSDB) que presidiu a audiência, Fabiano Tolentino (PPS), Emidinho Madeira (PSB) e Cássio Soares (PSD), o prefeito Tião Nara, os nove vereadores do município, o promotor de justiça Cristiano Cassiolato e os representantes da COPASA Flávio Bocoli e Cristiano Lara.

 O prefeito Tião Nara ressaltou que o contrato firmado com a Copasa aconteceu há quase 10 anos. "O poder executivo fará o possível cobrar e resolver essa situação para que a população não saia prejudicada."  

 A Copasa presta serviços em Carmo do Rio Claro desde 1977 e teve o contrato de tratamento de esgoto assinado no final de 2008. Uma das principais acusações debatidas durante a audiência foi sobre o esgoto que estaria sendo lançado a céu aberto em frente às casas e outros que são lançados nos córregos que deságuam no Lago de Furnas.  

O gerente regional da COPASA, Flávio Bocoli, disse que não tem conhecimento do esgoto que sendo jogado na porta da casa das pessoas e que vai verificar pessoalmente as denúncias. Segundo ele, as casas que não têm coleta nem tratamento deixarão de pagar as tarifas. Ele também afirmou que a empresa desenvolve programas de preservação ambiental e apresentou autorizações de 12 proprietários locais de terras para proteger as nascentes em seus territórios.

 Segundo a COPASA já foram investidos aproximadamente 16 milhões de reais em Carmo do Rio Claro. Hoje a população paga uma taxa de 92,5% para a coleta e tratamento de esgoto sob o valor da conta de água e 43% apenas para os casos onde apenas o esgoto é coletado e não tratado. Para as casas onde não está acontecendo nem coleta e nem tratamento nenhum valor além do fornecimento de água pode ser cobrado.

 Os representantes da COPASA afirmaram que estão em conformidade com o cronograma pactuado no contrato assinado com a prefeitura.

 No final da audiência foram feitos e votados vários requerimentos à COPASA que deve ser ouvida, na pessoa de sua presidente, a Sra. Sinara Inácio Meirelles Chenna, no próximo dia 23 em reunião extraordinária na ALMG (Assembléia Legislativa de Minas Gerais).

 

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